
Sim, eu
trago agora um sorriso, eu trago uma canção, até um amor bonito eu
trago! Tenho campinas, oceanos, tenho gaivotas bebendo das minhas
entranhas, eu tenho gente humana nascendo dos meus cordões umbilicais.
Ouvi dizer que não tenho jeito. Que sou caso perdido,
ouvi dizer coisas destrutivas ao meu respeito, mas não. Cá estou. Estou
limpo. Estou bem. Eu estou feliz e a felicidade é coisa bonita, capaz
de modificar a gente. De resgatar aquele que está perdido, de limpar o
que está sujo e de tornar lúcido o que foi insano.
Tenho uma história de amor para contar a cada dia do
ano. Mas eu tenho um único amor para todos os dias do ano. Exceto aos
domingos. Aos domingos eu sou só memória. E memória vazia, dessas que
não ferem nem tampouco edificam a gente. Feito flamingos voando de uma
montanha à outra. Com seus corpos leves e suas asas abertas. Sem peixes
no rio. Sem fêmeas no céu. São fotografias e só. Vou contar aos meus
amigos que o resto é um delicioso poema. O resto é um delicioso poema.
Heitor Henrique.
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