Todos nós temos um pequeno e secreto cantinho onde guardamos sentimentos, memórias, ilusões, recordações de momentos ou lugares, desilusões e também sonhos!
Os Sonhos comandam a nossa vida, dão-nos asas à imaginação, e nos transportam para além da nossa Alma!
Então esse aqui é meu cantinho:

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Retrato da Educação do Brasil nas placas de propaganda

Mandar confeccionar placas de divulgação é uma prática constante principalmente no comércio do nosso país. Fazer estas placas ou escrever em muros é uma profissão que tem um público certo, porém para exercê-la é preciso muito mais do que habilidade e firmeza nas mãos. É preciso ter o mínimo de conhecimento da nossa língua mãe. E não é isto que contatamos na grande maioria de placas espalhadas pelo nosso grande Brasil. Elas refletem a realidade da educação do nosso país.
 O aluno, no início da sua alfabetização, é estimulado a escrever o mais livre possível para que consiga expressar seu pensamento e sua linguagem através da escrita. Primeiro o aluno precisa aprender a lidar com a escrita e num segundo passo será orientado quanto a ortografia, pois somente quando estiver numa fase mais madura de aprendizagem é que terá condições de perceber que a pronúncia das palavras não lhe dá embasamento para chegar à ortografia.
Diante desta infinidade de placas, cartazes e folhetos de divulgação que são escritos e impressos com erros e que circulam pelos quatro cantos do nosso país constatamos que estes profissionais ainda se conservam na fase inicial da escrita. Já se tornaram adultos, ingressaram no mercado de trabalho e continuam estagnados na aprendizagem, provavelmente porque abandonaram a escola assim que aprenderam a assinar o próprio nome. Tanto quem trabalha com a confecção das placas quanto quem as encomenda não consegue identificar o erro na palavra deixando claro que se conservam na fase inicial da escrita engrossando a porcentagem dos analfabetos funcionais.
É certo que o nosso idioma é muito complexo e que todos nós já hesitamos, em algum momento, ao escrever alguma palavra, porém quando acontece a dúvida recorre-se às fontes que possam saná-las. Há também os termos regionais que somente são usados numa determinada região dificultando sua grafia quando mencionada em outra. E também podemos citar nossa maior vilã da ortografia que é a oralidade.
Porém, o que quero chamar a atenção é sobre a quantidade de pessoas que acabam deixando a escola, seja por que motivo for, nos estágios iniciais da alfabetização e depois optam por trabalhar numa profissão que utiliza a grafia da língua materna como matéria prima. Está aí a constatação do quão NÃO importante é o saber na nossa cultura.
Veja no exemplo abaixo a falta de comprometimento com o nosso Português:
Tanto o Departamento de Trânsito quanto o profissional que confeccionou a placa não sabe qual é a maneira correta de se escrever “exceto”, caso contrário o DETRAN desta cidade não permitiria que a mesma fosse colocada em área pública.
 

Aqui estão mais alguns exemplos de placas, portas de comércio e muros com erros na grafia:


Meu respeito pelos profissionais que confeccionam placas, letreiros, folders e tantos outros é imenso e fica aqui o meu protesto pelo fato de eles não terem bagagem para desenvolver o seu ofício da melhor maneira possível.
Está mais do que na hora do nosso povo se apropriar de uma educação de qualidade, pois ler uma propaganda bem escrita também é fonte de aprendizagem e deixar exposto estas palavras escritas de forma totalmente errada é colaborar para o reforço do analfabetismo.

Um comentário:

portal acrelandia disse...

Amigo gostaria de fazer parceria.Aguardo contato!!!